Margaret Sanger é uma figura histórica que divide opiniões até hoje. Conhecida como a ‘mãe’ do controle de natalidade, ela lutou por direitos reprodutivos em uma época em que o tema era tabu.
Ela fundou a Planned Parenthood e ajudou no desenvolvimento da píula anticoncepcional. Mas seu passado inclui ligações com a eugenia, o que gera debates intensos.
Sanger nasceu em 1879 e viu de perto o sofrimento de mulheres pobres sem acesso a métodos contraceptivos. Isso a motivou a abrir a primeira clínica de controle de natalidade nos EUA.
O termo eugenia, que na prática significa melhorar a raça humana por meio de seleção, era popular na época. Sanger acreditava que o controle de natalidade poderia reduzir o número de pessoas ‘impróprias’, uma visão hoje rejeitada.
Seu trabalho legalizou o uso de anticoncepcionais e inspirou organizações mundiais. Milhões de mulheres ganharam autonomia sobre suas vidas.
No entanto, as controvérsias fazem com que algumas pessoas questionem seu legado em instituições como a Planned Parenthood.
Apesar das polêmicas, Sanger mudou o mundo ao defender que mulheres decidissem quando ter filhos. Hoje, seu nome representa tanto avanços quanto alertas sobre ética em saúde pública.