Natural de Goiás, Maria Vitória tratava uma miocardiopatia grave e teve a vida salva pela doação de órgãos; agora, a jovem seguirá em acompanhamento ambulatorial especializado e multidisciplinar
Um momento de intensa emoção e esperança marcou a última semana no Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF). A jovem Maria Vitória de Araújo Evangelista, de apenas 13 anos, recebeu alta hospitalar na última sexta-feira, 30 de outubro, após vencer uma das jornadas mais desafiadoras de sua vida: a espera por um coração e a recuperação de um transplante cardíaco de alta complexidade.
Natural de São Luís de Montes Belos (GO), a adolescente deu entrada no ICTDF com o diagnóstico de miocardiopatia dilatada de grau importante, apresentando uma fração de ejeção do coração de apenas 11% — condição extremamente grave que comprometia severamente a sua capacidade de bombear sangue para o corpo.
Diante do quadro crítico, Maria Vitória foi incluída e priorizada na lista nacional de transplantes no dia 23 de julho de 2026. A dádiva do órgão compatível chegou poucas semanas depois, permitindo a realização da cirurgia no dia 11 de agosto de 2026.
A jornada pós-operatória de Maria Vitória exigiu dedicação absoluta e monitoramento intensivo. Durante o período de internação, a jovem enfrentou e superou diversas intercorrências clínicas, demonstrando uma força extraordinária que mobilizou toda a equipe de saúde do Instituto.
Para a enfermeira do programa de Transplante Cardíaco do ICTDF, Josiane Silva, acompanhar a evolução da paciente até o momento da alta representa a essência da profissão e da dedicação conjunta do hospital.
“A trajetória da Maria Vitória nos ensina diariamente sobre resiliência e a força do trabalho em equipe. Ela chegou até nós em um estado de extrema gravidade e enfrentou momentos muito delicados durante a internação. Ver uma menina de 13 anos atravessar todas as intercorrências com bravura e agora poder cruzar as portas do hospital sorrindo, pronta para recomeçar, é a maior recompensa para toda a nossa equipe multiprofissional”, emociona-se a enfermeira Josiane Silva.
Com a alta hospitalar, a jovem inicia uma nova e fundamental etapa do seu tratamento. O seguimento médico em pós-transplante terá o andamento conduzido pela médica cardiologista pediatra Dra. Cristina Afiune, que atuará em conjunto com a equipe multidisciplinar do ICTDF — formada por enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais — para garantir a plena recuperação da paciente.
Para a Dra. Cristina Afiune, o acompanhamento contínuo no ambulatório é a garantia de que a nova fase de Maria Vitória seja trilhada com máxima segurança e qualidade de vida.
“A alta hospitalar é a celebração de uma grande vitória, mas o cuidado continua no ambulatório. A partir de agora, nosso papel é acompanhar de perto a adaptação da Maria Vitória, monitorar sua medicação e atuar lado a lado com a equipe multidisciplinar para que ela possa retomar sua rotina, seus estudos e seus sonhos com um coração forte e saudável”, destaca a Dra. Cristina Afiune.
Para o Diretor-Geral do ICTDF, Igor Prestes, a história da adolescente goiana reforça o compromisso do Instituto em oferecer medicina pública de alta complexidade humanizada e eficiente.
“A alta da Maria Vitória simboliza a vitória da ciência, da generosidade de uma família doadora e da dedicação infatigável dos nossos profissionais. O ICTDF é referência em acolher pacientes de diversas regiões do país e dar a eles a oportunidade de um recomeço. Histórias como a dela nos motivam a continuar investindo em excelência e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde”, ressalta Igor Prestes.
A despedida de Maria Vitória da internação foi celebrada com carinho pelos colaboradores do ICTDF, renovando no Instituto a mensagem fundamental: a doação de órgãos transforma dores em vidas repletas de futuro.
—- Por Ascom